Projeto de Lei Nº 073/2017 - Processo: 851/2017
Ementa
DENOMINA COMO AURINO ALVES DE LIMA FILHO O VIADUTO QUE CORTA NOSSO MUNICÍPIO.
Texto Integral
Artigo 1º - Fica denominado como Aurino Alves de Lima Filho o viaduto que corta nosso município.
Artigo 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Justificativa
Aurino Alves de Lima Filho, ex-vereador de Itaboraí e Tanguá, nasceu em 10 de agosto de 1955 no município de Côrtez, distante a 86 km da capital pernambucana, Recife. Para além da origem pernambucana, a figura de Aurino, considerado um apaixonado pela política, se confunde com a história do município de Tanguá, distante 54 km da capital Fluminense.
De acordo com pessoas que conviveram com o ex-vereador, ele chegou no Rio de Janeiro na década de 80, mais precisamente em Tanguá em 1986, através da saudosa ex-vereadora e vice-prefeita de Itaboraí, Maura Conceição.
Sempre entranhado na vida pública e possuidor de uma ótima oratória, filho do primeiro prefeito de sua cidade, ao chegar em Tanguá percebeu diversas carências e se engajou no propósito de trazer o desenvolvimento para a cidade.  Contando com o apoio dos moradores da Vila Cortes que por alguma razão do destino Cortês e Cortes se diferenciam apenas pela acentuação, Aurino Lima foi eleito vereador de Itaboraí em 1992, pelo Partido Verde (PV), tendo então o distrito de Tanguá como colégio eleitoral. Ele foi o quarto parlamentar mais bem votado daquela eleição. A partir desse feito, Aurino se tornou, junto com Maura Conceição, referência na política Tanguaense.
Conhecido pela postura firme, às vezes polêmica e combativa, Aurino defendeu com unhas e dentes a emancipação de Tanguá, em 1995. Junto com a população, ele também foi importante na luta pela construção do viaduto que impediu a passagem de nível na BR-101 pelo centro de Tanguá, entendendo que os acidentes e atropelamentos seriam constantes.
Foi assessor do prefeito Sérgio Soares em 1998, de onde saiu para ser vereador em Tanguá em 2000. Foi eleito pelo PSDB e fez oposição ferrenha ao ex-prefeito Jailson Cardoso. Talvez a sua postura tenha contribuído para que não alcançasse a reeleição em 2004. Sem o mandato, Aurino foi convidado pelo prefeito Carlos Pereira, de quem sempre foi correligionário, a trabalhar na sua gestão onde atuou como subsecretário de governo numa relação de idas e vindas. Em 2002, Aurino Lima recebeu do vereador Luciano Lucio Natalino (PSDB), o título de Cidadão Tanguaense. Segundo o parlamentar tucano, "apesar das desavenças que tive com Aurino durante meu primeiro mandato, eu não posso deixar de reconhecer que ele foi um personagem extremamente importante na história dessa cidade. Ele certamente participou de muitas conquistas alcançadas pela população de Tanguá".
Após o falecimento de seu irmão que o trouxe ao Rio de Janeiro, retornou ao Município pernambucano de Cortêz (sua cidade natal). De acordo com informações de familiares, o ex-vereador trabalhou por último, como assessor do prefeito de Cortêz. Em uma entrevista realizada em 1º de dezembro de 2011, afirmou: "Não nasci nesta terra, mas o fato de não só ajudar a criar essa cidade, mas o de morar e viver me emociona e mexe comigo, e esta convivência é que nos deixa mais humanos, mais saudáveis. Será que somos nós que viajamos na maionese, ou as pessoas estão paradas em seu processo de individualização, onde só o sucesso pessoal é o que interessa? Temos que ter um certo cuidado quando externamos as nossas reflexões e sermos interpretados como arrogantes ou professorais. Sinto falta de estar por aí, mas às vezes tenho medo desse comportamento. Aqui no Nordeste somos mais humanistas nos aspectos de nossas origens e preservacionistas, nos orgulhamos de nossas coisas."
Diagnosticado com câncer na laringe, foi submetido ao tratamento de quimioterapia e radioterapia e se preparava para passar por uma intervenção cirúrgica, mas apresentou complicações que evoluíram para o óbito em 20 de fevereiro de 2012, com 56 anos.
Análise Inteligente do Projeto
Áreas de Abrangência do Projeto de Lei
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